Ecoponto vandalizado na Rua Bartolomeu Dias, junto à Escola Básica nº1 da Moita

Data 2017/6/28 15:28:13 | Tópico: Tomadas de Posição

Foi com grande consternação e tristeza que assistimos a mais um acto de vandalismo na freguesia da Moita dirigido contra um ecoponto situado em frente à Escola Básica nº1 da Moita, e que veio inclusivamente a danificar a fachada de um edifício.
A Junta de Freguesia da Moita condena de forma veemente este e todos os actos de vandalismo que atentam contra equipamentos e mobiliário urbano da via pública e apela a toda a população para denunciar estes actos de autêntico mau gosto e selvajaria que infelizmente ainda acontecem na nossa freguesia.
Em resultado destes tristes acontecimentos, foram emitidos alguns comentários nas redes sociais, alguns dos quais por membros de listas candidatas nas próximas eleições autárquicas, onde se referem às responsabilidades das autarquias locais sobre a intervenção destas na remoção dos escombros que resultaram do incêndio nos ecopontos.
Lembramos que a responsabilidade pela instalação e manutenção dos Ecopontos da freguesia da Moita, do concelho da Moita e de mais 8 municípios da Península de Setúbal, pertence à AMARSUL.
A AMARSUL era até 2014 detida em 49% pelos municípios e em 51% pela EGF – Empresa Geral do Fomento, empresa esta responsável pela recolha e tratamento do lixo urbano em 174 municípios que abrangem 60% da população portuguesa. Em 2013 a EGF facturou 173 milhões de euros, foi privatizada em 2014 pelo Governo num processo polémico e muito contestado pelas autarquias locais, e que culminou com a sua venda à SUMA (concessionada da Mota Engil) pelo valor de 150 milhões de euros.
Com esta privatização, e tal como manifestado pelas autarquias, as consequências seriam desastrosas para a economia nacional, para o ambiente, para a saúde pública, para os municípios, para os trabalhadores e para as populações que passaram a ter um serviço que lhes é prestado por uma empresa do sector privado e que visa o máximo lucro, em vez de ser prestado pelo sector público que visa o bem comum.
É caso para perguntar, onde estavam e o que fizeram os candidatos quando esta privatização foi consumada pelo Governo, e que agora fazem comentários de mau gosto à Junta de Freguesia da Moita e Câmara Municipal da Moita? – Assobiaram para o lado e abandonaram as populações e o serviço público.
A Junta de Freguesia da Moita, tendo, entretanto, conhecimento que a AMARSUL não dispõe de ecopontos em stock, estando a aguardar autorização da ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos) para nova compra, reitera que não tem qualquer responsabilidade sobre a manutenção e instalação de ecopontos, e lamenta que os comentários daqueles que agora são candidatos aos órgãos autárquicos, visem apenas denegrir os membros da Junta de Freguesia da Moita e a imagem da Moita, escondendo a realidade e o prejuízo para a população que se viu privada de mais um serviço público que poderia ter sido revertido pelo actual Governo.
Moita, 22 de Junho de 2017
O Executivo da Junta de Freguesia da Moita




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