
Junta de Freguesia repudia a demolição da estação de caminho-de-ferro da Moita
Data 2008/5/28 18:00:00 | Tópico: Tomadas de Posição
| Foi com grande surpresa e consternação que a Junta de Freguesia da Moita tomou conhecimento da demolição da estação de caminho-de-ferro da Moita, por parte da REFER, durante a noite de 27 para 28 de Maio.
Este facto revela da parte daquela empresa pública e dos organismos do governo que a tutelam, Ministérios da Finanças e das Obras Públicas, Transportes e Comunicações uma total falta de respeito pelas populações e pelas autarquias que as representam. O processo de reconversão e modernização da linha férrea Barreiro – Pinhal Novo, decorre à vários anos estando documentado que da parte do Município da Moita sempre foi manifestada a vontade de preservação “dos edifícios das estações existentes, face à imagem histórica e social que esses mesmos edifícios ocupam na memória deste concelho” e nomeadamente na população da Moita.
Em todo este processo a Junta de Freguesia da Moita nunca foi contactada ou sequer informada pela REFER relativamente a esta intenção. Mesmo depois do Município ter reafirmado a sua posição contra a demolição das estações da Moita e de Alhos Vedros, facto que reuniu o consenso unânime de toda a vereação e que tem o total apoio da Junta de Freguesia da Moita, a REFER pela calada da noite, num acto de má fé demoliu o edifício da estação da Moita.
Este acto atentatório da nossa memória colectiva não poderá ficar impune. Caberá ao Governo e à respectiva tutela apurar as responsabilidades por tamanha insensibilidade e desrespeito para com o sentimento das populações, que revêem nas suas estações de comboios um marco importante das suas vidas.
As vidas de gerações de moitenses cruzam-se com aqueles equipamentos colectivos. Certamente não existirá um único moitense que não tenha uma memória, uma história ou uma emoção relacionada com a sua estação de comboios.
Em nome dessa memória colectiva condenamos tamanha insensibilidade da parte da REFER e da respectiva tutela, pelo que exigimos que a população da Moita seja devidamente recompensada pelo sentimento de perda deste património colectivo.
Moita, 28 de Maio de 2008 O Executivo da Junta de Freguesia da Moita
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